Terça-feira, 3 de Junho de 2008

Protectores...

Comprei hoje protectores solares. Deu-me vontade de rir. Não ponho em causa a qualidade dos mesmos. Sei que são bons. Mas também resultam de um bom equilibrio entre muito protector, sombra e muito cuidado.

O que me dá vontade de rir nos protectores é a relação preço/tamanho. Já repararam que quanto maior for a protecção mais pequeno é o tubo? E maior é o preço? Onde eles acham que vamos com aquilo?

Pensem comigo. Se compramos alta protecção (normalmente o 50+ para intolerâncias solares) é porque somos alérgicos ao sol. Se somos alérgicos ao sol temos de pôr bastante protector várias vezes ao dia... logo... onde vamos com aquele tamanho? E mais... pessoas como nós precisam de protectores solares também no inverno e, por vezes, é complicado achar uma farmácia que os tenha disponíveis. Invariávelmente temos de os encomendar.

E se preferirmos os mais baratos, aqueles que se vendem nos hipermercados, descobrimos outra coisa engraçada: as quantidades. Reparei uma vez nisso. Encontrei 6 embalagens de protector factor 2 e 4 e apenas uma embalagem de factor 40 (era o mais alto que tinham e era para crianças). O que significa? Que há mais pessoas a comprar factores pequenos e por isso disponibilizam mais embalagens? Quem compra factores como 2 ou 4? Sempre me perguntei isso.

O protector solar tornou-se um artigo de luxo numa sociedade que cada vez divulga mais o combate aos maleficios do sol e ao melanoma. É uma ideia contrária em si mesma... mas verdadeira.

Bem... adiante...

Resumo destas últimas semanas: ando bem. Com algumas dores nas articulações, principalmente joelhos e mãos. Resolvi cortar o cabelo pois já era muito doloroso pentear o cabelo de tão grande que está ( e fazia muito calor). E pensei nestes pequenos gestos do dia a dia que para nós (e poutros doentes reumáticos) se tornam tão dolorosos. Lembro-me que antes de ser medicada me doía imenso cortar a comida. Não conseguia agarrar numa faca para cortar a carne, por exemplo. Agora já estou melhor. Mas há pequenas coisas que me continuam a doer. Escrever à mão, por exemplo. Tive de deixar de escrever aquelas cartas que tanto gostava. Se bem que escrever a computador também não ajuda muito. Grandes textos fazem-me doer os nós dos dedos mais usados nas teclas (aprender a tocar piano deve estar fora de consideração...lol). Outra coisa que me custa muito, acreditem ou não, é apertar o soutien. É uma coisa básica mas custa-me imenso. Torcer a mão e mantê-la na posição até encontrar o fecho é terrivel. E depois não tenho jeito nenhum (ou habilidade) para o fechar à frente e rodar.

Enfim!

Porque não contam as vossas dificuldades? Geralmente as pessoas acham que este tipo de dificuldades só sente quem já tem mais idade. Que é um problema de idosos que começam a perder a mobilidade. Esquecem-se de pessoas como nós, jovens, que convivem com isto diáriamente. Coisas tão simples que para os outros estão garantidas e que para nós causam sofrimento como um simples pentear do cabelo. Nem imaginam a dor que contém o agarrar de uma escova do cabelo, de uma faca, de uma colher, de uma manete das mudanças (coisa que me custa muito, adaptar a mão às mudanças).

Mas a ciência está a nosso favor. Todos os dias descobre novos medicamentos que nos dão mais mobilidade e menos dores. Há que ter confiança no futuro.

Hoje vou à médica de família. Já não vou lá há bastante tempo. Tenho uma série de exames para mostrar (que entretanto já foram vistos pelos médicos das especialidades mas que ela gosta sempre de dar uma olhada). E gosto de conversar com ela. Tenho uma super médica de família que me dá toda a atenção e ajuda do mundo. Que nunca duvidou de mim e que gosta de me ouvir. É bom ter alguém assim.

Depois conto-vos como correu.

Beijos para as borboletas e para todos os que nos visitam.

Bons vôos!

publicado por lytha às 15:42
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3 comentários:
De caninicha a 4 de Junho de 2008 às 17:01
Olá Lytha.
Cá andamos a rastejar um bocadinho as nossas dores, né?
Mas a altura do ano tb nao ajuda... Maio/junho sempre foram uns meses terríveis para mim, mas belissímos para o meu lupus. Nesta altura "ele" reaparece em todo o seu esplendor e apesar de eu lhe dar o meu maior desprezo, não consigo mesmo ignorá-lo.
è tomar a medicação direitinha, sem falhas e tentar dormir o mais e o melhor que se pode.
Falaste nos protectores solares e de facto esse é um assunto interessante. Quanto mais alto o factor, mais o preço e mais pequenina a embalagem. Também quem quer factores elevados senão meia duzia de gatas pingadas que nao podem apanhar sol, fora aqueles que teme o melanoma.
É esta a realidade, mas acho que podia ser bem pior, se tivessemos que pagar todaa nossa medicação, por ex.
Não vale desanimar, porque viver é muito bom.

Um beijinho


De Andreia a 7 de Junho de 2008 às 18:09
Ola hoje e a primeira vez k li o DIARIO DE UMA BORBOLETA.Estou a comentar porque tambem sou uma borboleta.Tenho22 anos e tenho lupus a 4 e meio. Eu sei o k estas a passar. A minha duença esta controlada a mais de 2 anos e a mais de 2 anos k nao tenho ataques. Sei k ja sufres-t mais k eu e k continuas a sufrer visto k t continuam a duer as articolaçoes. Saves uma vez ouvi algem dizer:"DEUS MORREU DE BRAÇOS ABERTOS PARA NOS FAZER VER K NUMCA DEVEMOS S CRUZAR OS BRAÇOS."Essas palavras fizernsao-m pessar e ter foças para ser eu a controlar o lupus e nao ele a mim. eu sei k e dificel mas nao impusivel.Nos temos k ser mais fortes k a duença. Espero do fundo do coraçao k as minhas palavras possam ajudar alguem k esteja a sufrer. E a ti desejo k melhores como eu. BEIJOS .Ha mais uma coisa estou a tentar engravidar. Estou muito contente por isso ser-m pusivel.


De misal a 10 de Junho de 2008 às 13:19
Olá!
Percebo perfeitamente o que dizes e acho que tens razão: quando as doenças são pouco comuns (já para não falar das raras, que são «especiais de corrida» e...«chiquérrimas»!), se não houver alguém famoso a assumir que a tem e a lutar por divulgá-la, elas acabam por passar ao lado da maioria das pessoas e dos órgãos de comunicação social. Acho que nós todos, pessoas com doenças crónicas menos conhecidas, deveríamos tentar passar informação sobre as nossas doenças, nos nossos blogues, tentando criar grupos de apoio (até pela Net), criando ou aderindo a associações, abrindo a boca para falar no nosso local de trabalho, sem termos receio que nos vejam como «coitadinhos», coisa que não somos, contando e partilhando a nossa experiência. Escrever um livro sobre isso já é mais difícil, não é, mas é um projecto a pensar!
Força e parabéns pela tua coragem.
Beijocas,
Misal (portadora de Síndrome de Cogan)


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