Quarta-feira, 30 de Maio de 2007

Etelvino

Pois é... Hoje não estou nos meus melhores dias. Não há alegria ou paixão que safe. Fiquei doente. Ter um sistema imunológico debilitado faz com que andemos constantemente a apanhar aquelas doenças virais que andam no ar. Basta-me aproximar de alguém doente que o virús passa logo para mim. Já estou tão habituada que costumo dar nomes aos virús, para saber com quem ralho. Desta vez é o Etelvino. Por isso, senhores e senhoras, apresento-vos o Etelvino. Um virús que dá dores de garganta, suores frios, espirros, pingo no nariz, e, sobretudo, muito cansaço.

O pior é mesmo o cansaço. Sentirmo-nos de rastos em qualquer hora do dia... parece que já não podemos com uma gata pelo rabo.

E, infelizmente, como o emprego anda meio tremido não me posso dar ao luxo de faltar. Como tal ando por aqui meio zombi, com um lenço atrás, alguma tosse e muita, mesmo muita, vontade de voltar para a minha caminha, de onde não deveria ter saído.

Como não sou função pública não tive direito a greve.... embora me apetecesse... e muito.

Ao cansaço também não ajudou o facto de ontem ter feito um périplo de duas horas pelos hipermercados da zona em busca de um cd que queria mesmo muito ouvir.

O resultado? Continuo com dores de garganta.... mas muito mais feliz a ouvir o meu querido CD.

Bem... hoje queria deixar-vos algo especial. Um clip de uma música que adoro. Gosto da letra, do som, de tudo. Adoro mesmo esta música. Espero que gostem. Chama-se "Bittersweet" e é dos Apocalyptica, uma banda com quatro violoncelos, e que convidaram, para esta música, o vocalista dos HIM e o dos Rasmus.

A música não me sai da cabeça!!

 

 

 

 

  

Beijos!

sinto-me: Doente
música: Bittersweet - dos Apocalyptica
publicado por lytha às 09:50
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Quinta-feira, 24 de Maio de 2007

O que sairá daqui...

Hoje não sei sobre o que falar. Por isso vou deixar a mente divagar e os dedos correrem sobre as teclas.

Talvez comece por dizer como estou. Estou bem e recomenda-se. As dores de cabeça passaram (descobri que eram provocadas pela sinusite e assim que recomecei o tratamento passaram logo). Como tal ando muito mais alegre e descontraída. Para isso também ajuda o bom ambiente que o emprego tem ganho.

Na verdade não foi sempre assim. O mês passado as coisas complicaram-se muito e o meu futuro estava um pouco negro. As coisas estavam tão mal por aqui que de cada vez que chegava à porta do escritório desatava a chorar.

Mas agora as coisas estão bem melhores, mais calmas. Já sei que vão renovar o meu contrato, o que me dá a garantia de mais 6 mesinhos. O chefe (que por acaso tem a alcunha de borboleta, adivinhem porquê!) anda muito mais calmo. Continua a esvoaçar por aqui mas já não incomoda tanto.

Sabem... este não é aquele emprego de sonho, aquele emprego pelo qual suspiramos e no qual nos vemos o resto da vida. Não é de certeza o emprego para o qual estudei tanto durante 5 anos de uma licenciatura.

Mas foi o que apareceu e, como tal, resta-me agradecer porque me permite alguns luxos e pagar muitas contas. No entanto estou com ideias de procurar outra coisa, algo que me satisfaça. Na realidade... não gosto do que faço!

Continuemos mas é com o meu espirito positivo. Vou-vos confessar porque estou tão positiva: estou apaixonada!

Pois é! Ainda é algo em formação, nada definido, mas já é um começo. Aquele começo que nos faz sonhar, sorrir por tudo e por nada, e sentir aquele friozinho tão bom no fundo da barriga.

Sou muito boa a apaixonar-me e a manter-me apaixonada... manter um relacionamento é que é pior. Não tenho paciência para os outros, não sou boa em intimidade e sou tão ciosa do meu espaço que desencorajo qualquer um.

No entanto, adoro a sensação de estar apaixonada... nem que seja por uns quantos meses.

Não gostam?

Beijos e obrigada por todos os comentários. Vocês são muito fixes!! LOL

 

sinto-me: apaixonada
publicado por lytha às 13:53
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Terça-feira, 22 de Maio de 2007

Lição de vida

Este post vem a propósito do comentário deixado pela coisas_de_gaja. Já agora queria agradecer pois foi o meu primeiro comentário. Obrigada, do fundo do coração!

Ela tem fibromialgia. E pensei em contar uma coisa que aconteceu comigo.

Tive uma professora que padecia dessa doença. A nossa escola tinha uma grande escadaria. Uns dias a professora subia-a com muito à vontade. Outros dias sentia-se tão cansada que não a conseguia subir e pedia para termos aulas no rés-do-chão. Nesses dias não tinha paciência para nós e mostrava-se muito calma e distante (ela normalmente era feroz a dar aulas, muito activa e sempre a ralhar com aquele que fizesse o mais pequeno distúrbio). Começámos a adaptar-nos à sua doença. Compreendia-mo-la nos dias em que estava mais em baixo e compensáva-mo-la nos dias altos.

No fim do ano chegou a notícia que ia para outro país em trabalho. No dia da despedida cheguei ao pé dela e disse -lhe obrigada. Obrigada por me ter demonstrado que, apesar da doença, podemos lutar e continuar a nossa vida. Disse-lhe que tinha lúpus. Sabem o que me respondeu? Disse-me que sempre encarara o lúpus como uma doença bem pior que a dela e isso fazia-a sentir-se bem, menos doente, porque havia quem estivesse pior. E eu respondi-lhe que eu pensava exactamente ao contrário. Ao ver o seu sofrimento, numa altura em que eu própria andava controlada, convenci-me que a sua doença, a fibromialgia, era bem pior. Causava mais dores, mais desconforto e pior, era mais dificil de diagnosticar. Não sei se sabem mas os doentes passam muitas vezes por malucos pois os exames não demonstram claramente que se padece desta doença. Ainda há muito estigma em Portugal.

E com isto chegámos as duas à conclusão que era mais fácil para nós pensarmos que a outra estava mais doente, e tinha a doença mais dificil. Porque assim não nos sentiamos tão mal e menos sós. Pensamos sempre que o outro está pior, que tem mais dores, e isso faz-nos pensar que a nossa doença não é assim tão má e que por isso temos de agradecer aos céus e aguentar de cabeça erguida.

Não sei se me fiz entender. Espero que sim.

Acho que a borboleta pode dar as asas a todos os que quiserem voar e superar as adversidades, não importa a doença que tenham.

Beijinhos

publicado por lytha às 11:45
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