Sexta-feira, 31 de Agosto de 2007

Relógios = Tempo

Hoje vou-vos contar a minha paranóia com relógios. Pois é.... tenho uma enorme paranóia com estes auxiliares. E tem tudo a ver com o tempo.

O meu grande problema é o tempo. Ou não ter tempo. Espero tornar-me compreensivel.

Toda a minha vida planeei coisas. Planeava os estudos, as horas de brincadeira... tudo muito racional. Até se gostava ou não de alguém... se tinha tempo para isso.

Porque o meu grande medo... o medo da minha vida... é não ter tempo. Não ter tempo de ver e fazer tudo o que quero, de dizer tudo o que devo dizer, de perder tempo com coisas estúpidas em vez de aproveitá-lo com coisas importantes.

E este medo sempre reinou na minha vida desde pequena e, como tal, sempre me rodeei de relógios. Primeiro com aqueles engraçados para criança, depois mais selectiva e não resisto a um Swatch. Adoro as suas cores, a sua irreverência, até os bonecos. Já tenho uma boa colecção e ando sempre com um atrás, a escutar o seu tic tac (tic tac esse que me embala à noite para dormir). Depois mais o relógio do telemóvel, sempre actualizado, que anda sempre atrás porque é um instrumento sem o qual já não passamos. Tenho ainda mais um relógio despertador no quarto com luz bem forte para se ver bem durante a noite.

E podemos continuar pela viagem pela casa. Um relógio na cozinha, um relógio na sala. Todos certos e todos a fazer tic tac para me lembrarem do tempo que gasto em cada divisão.

O meu medo? Não tenho medo de morrer. Tenho medo de morrer e não ter feito tudo o que tinha para fazer. Ainda há tanta coisa que quero fazer e o tempo parece que se está a escapar por entre os dedos. Esse é o meu medo. O meu medo real.

Já perdi pessoas a quem não tive tempo de dizer que as amava. Tempo que gastei com coisas que não valiam a pena. E se continua a acontecer?

A morte sempre foi um pensamento constante em mim. Mas desde que descobri que tinha lúpus ficou mais forte. Encaro cada dia como uma luta diária. Uma luta contra o tempo.

Eu sei que posso viver muitos anos... mas mesmo esses anos, tenho medo que não cheguem para tudo aquilo que quero fazer e ver.

Conhecem o livro "A Lua de Joana"? Foi um livro que me marcou muito. A dada altura a Joana faz uma tatuagem no braço em forma de relógio. Quem sabe também numa tentativa de segurar o tempo e impedir que fuja?

Um dos desenhos que constantemente faço enquanto estou numa reunião é o desenho de um relógio. Aqueles relógios antigos, altos, que fazem um barulho estrondoso quando dão as horas. E um dos meus quadros preferidos é a persistência da memória. Aquele quadro do Dali em que relógios se escapam pelas pedras, como que a dizer que o tempo está a fugir. Pelo menos é isso que eu entendo.

Espero ter sido clara na minha explicação. Só uma mania que vos faz conhecer mais sobre mim.

Beijos para todos e bom fim de semana (aleluia que bem mereço).

Deixo-vos com o quadro que me fascina!

 

 

sinto-me: Feliz pelo Fim de semana
música: Beto - Quem espera desespera
publicado por lytha às 12:15
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Terça-feira, 28 de Agosto de 2007

Sem Título

Aqui estou eu novamente... Tenho-me desleixado um pouco. Mas esta reentré no trabalho foi mais dura do que pensava. Deram-me imenso trabalho e mal paro em frente ao pc.

Ai que saudades das férias. Ainda bem que tenho mais uma semaninha em Setembro. Já falta pouco!!!

Tenho andado desleixada em tudo. Até na saúde. Já devia ter feito uma ressonância magnética há meses. E ainda não a fiz. Tenho consulta em Setembro e a médica vai ficar fula. Paciência. Tenho a dizer que foi o exame mais dificil que já fiz. Tenho claustrofobia e sinto-me muito mal durante o exame. A unica maneira de me enfiarem lá outra vez é anestesiada. Garanto-vos!

Mas tenho a dizer que sou péssima doente. Daquelas que não seguem à risca o que o médico diz e prefere analisar as coisas pela sua própria perspectiva.

Tenho uns comprimidos de cortisona que já devia ter começado a tomar há um ano e ainda estão no armário. Também não têm feito muita falta. Mas, confesso, por vezes também salto a medicação normal.

Tomo 6 comprimidos diários. Isto se não tiver nenhuma dor adicional ou uma crise ou, simplesmente, fique constipada. Para uns é muito... para outros é pouco. Eu sei que mesmo assim, para a doença que tenho, sou uma borboleta com muita sorte. No entanto... vou ser sincera... nem sempre cumpro à risca a medicação. É verdade. Por vezes salto um comprimido, esqueço-me, sei lá. Talvez seja uma maneira inconsciente de dizer a mim mesma que ainda consigo sobreviver, que não sou totalmente dependente.

Um muito mau exemplo. Meninas não façam o que eu faço. Só se estão a prejudicar a vocês próprias. Tenho noção disso.

Mas às vezes tenho de me esquecer que sou uma borboleta para poder seguir em frente. Não andar a contar comprimidos para os dias de viagem, não estar a horas certas a tomar um medicamento. Tentativa de ter uma vida normal. Tentativa de estender as asas e voar pelo desconhecido.

É isso mesmo. Sinto-me presa e fazer isto é demonstrar que ainda sou eu que mando no meu organismo. Talvez venha a sofrer no futuro. Acredito que sim. Como um karma que nos envolve. Por isso digo: não façam como eu. Tomem os vossos comprimidos todos certinhos e portem-se bem. Garanto-vos anos de vida.

Bem... vou voltar ao trabalho depois deste curto desabafo. Encolher as minhas asas para que elas caibam no escritório e para que não reparem neles. Só mais tarde vou poder voar.

Um beijo enorme para todos, especialmente para as borboletas!

publicado por lytha às 14:52
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Sexta-feira, 17 de Agosto de 2007

De volta ao mundo real...

Aqui estou!

De volta ao mundo do trabalho depois de umas, merecidas e curtas, férias. Nem imaginam como foi bom. Sair daqui. Esquecer que certas pessoas existem e ver locais novos (outros não tão novos), pessoas diferentes. Sentir a brisa do mar e o vai-vem das ondas.

Não fugi de Portugal. Fiz férias cá dentro. Este ano a bolsa não deu para mais.

Durante uma semana esqueci trabalho, dores, doenças e coisas más. Só pensamentos positivos.

Passeei bastante (o que significa que andei muito e descobri músculos que achava não ter), descansei muito, li outro tanto, e descansei na areia. Até fui a banhos. Coisa que já não fazia há muito tempo. Até... imaginem... consegui bronzear. O que os medicamentos não fazem?! Queixo-me deles mas afinal... lá têm a sua razão.

Agora estou de volta. Não muito triste porque o chefe está de férias. O que significa nada para fazer e muito para inventar.

Quem tiver ideias... aceitam-se sugestões!

Bem... um beijo desta que tem de continuar a fingir que trabalha... pelo menos até Setembro quando tenho férias outra vez!

publicado por lytha às 14:08
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