Quarta-feira, 31 de Outubro de 2007

Samhain

Hoje é um dia especial!

De todas as celebrações celtas hoje, Samhain, é para mim a mais importante. A que tem mais significado.

Resumindo... é a passagem de ano celta. O dia em que fazemos abóboras com caras feias para assustar os espiritos maus e desejar boa sorte para o ano que vem. É a noite em que os espiritos dos nossos antepassados voltam para confraternizar. É a altura de lhes rendermos homenagem e fazer oferendas.

É a noite em que tudo é possível. E o limiar mágico é muito ténue.

Eu adoro o Samhain. Gosto de fazer as minhas abóboras, o que por vezes se torna complicado porque os ossos não gostam do esforço de as cortar, desenhar e esvaziar. É já uma tradição, as abóboras. Depois faço as minhas oferendas aos antepassados e desejo a todos um bom ano novo.

E no fim da noite, enroladinha no meu endredon e com chazinho quente, a ver a lua, faço os meus desejos de ano novo e rezo à Deusa para que me deixe concretizar os meus sonhos e me torne uma pessoa melhor.

Este é o meu Samhain.

Não engloba pessoas vestidas de bruxas (quem disse que as bruxas se vestiam assim e que eram feias e com verrugas), nem doces ou partidas.

Gosto que o festejem... mesmo que não o percebam.

Por isso passei aqui hoje para desejar um bom ano novo a todos. Peçam um desejo à estrela que passar para que o próximo ano seja melhor ainda.

Um bom Samhain para todos...

Beijos

P.S - o Samhain tira qualquer um da escuridão dos nossos sentimentos. Obrigada pelo vosso apoio. E peço-vos uma corrente de força para uma borboleta que está no hospital. Força S. Beijos

sinto-me: Pronta para o novo ano
publicado por lytha às 16:26
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Quarta-feira, 24 de Outubro de 2007

Escuridão...

Ontem lá fui ao hospital. Foram muito simpáticos comigo e atenciosos. Marcaram-me logo uma consulta. Entrei pela "porta do cavalo" como se costuma dizer e fui directamente dar ao chefe de serviço. Tratou de tudo para que seja admitida no hospital e passe a beneficiar de consultas que de outro modo não poderia ter ou teria de esperar anos (as listas de espera são enormes) para um dia vir a ter.

No entanto, à volta para cá a escuridão abateu-se no meu coração. Contagiou a alma e o corpo e enfraqueceu-me o espirito.

Fiquei a pensar que seria mais um rol de consultas, mais um rol de exames, mais um rol de medicamentos. Acho que constatei que será assim toda a vida. Algo que sei mas tento esconder de mim própria.

Perdi-me no caminho até casa e ainda não me achei.

Comecei a pensar em todos os médicos onde já fui, as especialidades, os exames que já tive de fazer. Pensei na minha idade e em todos os médicos a que ainda tenho de ir, os medicamentos para tomar e os exames que ainda farei. E pensei no que estou a perder...

Nas saídas com os amigos que perco porque estou demasiado cansada ou porque não posso apanhar frio. Nas bebedeiras que não pude apanhar por estar a tomar medicamentos. Nas festas a que não fui porque estava internada. E nos amigos que perdi porque não souberam lidar com alguém doente (embora na verdade não se tenha perdido nada porque se revelaram uns incapazes).

Enfim... em tudo o que perdi ao longo da vida. E o pior não foi constatar o que perdi. O que me encheu de escuridão foi constatar o que vou perder por essa vida fora...

E depois lembrei-me de esse sentimento que guardo dentro de mim por outra pessoa a quem não me permito amar. Porque ele é inocente. Porque ele não tem que arcar com as consequências.

Que futuro lhe estaria a dar? Se ele tivesse de perder algumas coisas boas da vida para me acompanhar? Ele não é obrigado a dar-me a mão, não é obrigado a secar-me as lágrimas. Como dar a alguém um futuro incerto?

E os dias em que chego demasiado cansada a casa que não tenho forças para fazer o jantar? E os dias em que tenho demasiadas dores e não consigo fazer coisas simples como pentear-me ou cortar a comida para a levar à boca? Serei cruel ao ponto de sujeitar uma pessoa a isso, a essa realidade?

Não consigo. É por isso que continuo sozinha nesta estrada... porque tenho medo do futuro.

Sim... é verdade. Talvez tenha o meu coração negro demais. Mas há alturas em que a pedra do caminho me parece maior do que aquilo que consigo aguentar. E nessas alturas não me consigo levantar de tão grande que foi o trambolhão.

Desculpem... mas é apenas um desabafo...

Neste momento tenho as asas feridas. Sei que tenho de me levantar por mim própria, curar as feridas e voar. Mas de momento o céu está negro demais e as asas doridas. Não sei se consigo voar. 

sinto-me: A desfolhar na escuridão
publicado por lytha às 14:15
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Quarta-feira, 17 de Outubro de 2007

Fungadelas

O dia amanheceu colorido pelos raios de sol. Quis esticar as asas e gritar bom dia... mas não pude. Esta borboleta está com dores de garganta e febre. E em vez de voar pelo céu azul, arrasta-se pelos corredores do escritório sedenta da sua cama quentinha e dos miminhos de alguém.

Ao que parece gritei e gemi a noite toda. Sinceramente não me lembro. Mas quem ouvi diz que não me calei. Seria da febre ou uma conversa entabulada com alguém invisivel?

Ao café boas notícias. Não sei se já tinha contado que além do lúpus tenho uma doença rara e que não conheço ninguém com o mesmo problema. O que acontece é que nem os médicos conhecem bem a doença e era eu, através de uma organização de doenças raras americana, que os informava do que se poderia passar comigo.

Hoje recebi a resposta a um mail que enviei a um hospital português que dizia ter conhecimento da doença e de outros pacientes, bem como de tratamentos, informação etc... E marcaram-me já uma consulta para a semana. Assim do ar. Só a ser simpáticos. Ou não. Também os imagino a esfregar as mãos de contentes e a dizer "hum... já temos mais uma cobaia".

Estou nervosa com o que me podem dizer e com a perspectiva de mais esclarecimentos sobre tudo o que me envolve. Claro que isto é tudo culpa do lúpus. Ser uma borboleta abre as portas para que outras doenças se manifestem. E até uma simples dor de garganta pode-se tornar uma verdadeira dor de cabeça.

E por isso me arrasto aqui. Não quero dar o braço a torcer e faltar o dia (também não ajuda que a minha médica de família esteja de férias). Mas quem me dera a minha caminha e o miminho da mamã...

Assim fico... meio ensonada, com uma voz estranha e a fungar, e , como dormi mal, a sonhar acordada com o meu principe encantado que me vai salvar desta torre... (embora este anda a faltar aos treinos e cá para mim anda com vontade de fugir com a bruxa).

Beijos para todos... vou fungar para outro lado.

sinto-me: Doentinha
publicado por lytha às 12:09
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