Quarta-feira, 24 de Junho de 2009

E continuamos a picar o ponto....

Olá de novo!

 

Cá estou novamente a picar o ponto para vos deixar mais descansados.

O meu estado depressivo está um pouco melhor. Alguns pontos ainda estão por resolver e continuo bastante cansada mas a ideia de cortar os pulsos já não me assalta a cada meia hora.

 

Para isso contribuiu um fim de semana fantástico, um bom livro e uma prima fenomenal... mais o meu pequeno R.

 

O fim de semana foi óptimo. Fui à piscina. Já não ia há imenso tempo. Mas a mãe sentiu-se em condições de experimentar. Foi bom sentir a àgua em redor do corpo, mergulhar e dar umas braçadas.

Depois fui para uma festa de aldeia onde me diverti imenso e onde fiz uma coisa verdadeiramente estúpida que me faz ainda andar com o gelo no pé. Mas felizmente nada partido....lol....

 

Conto que este fim de semana seja igualmente bom. Vou estar afastada de casa (isso é algo que me faz sentir bem. A casa traz demasiadas recordações) e vou à praia com o meu pequenino.

Ver o mar, ouvir o barulho e sentir a água.... a essência do que preciso. Mesmo que chova a potes vou à praia...lol...

 

Como podem ver estou bastante melhor. Obrigada pelo vosso apoio.

Um beijo enorme

 

música: Never Think - Robert Pattinson
publicado por lytha às 14:15
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Terça-feira, 16 de Junho de 2009

Picar o ponto....

Malta, estou aqui a picar o ponto. A demonstrar-vos que sou forte e os meus pulsos continuam a salvo.

O fim de semana decorreu sem grandes alterações. Ocupei a maior parte do meu tempo a ler os meus livros preferidos que me lembram momentos bons e a descobrir novos.... e a ouvir música.

 

Queixam-se que ouço sempre as mesmas músicas. É verdade. Tenho o mp3 carregado com apenas um cd que se ouve sempre no carro e em casa.... é gira o disco e toca o mesmo. Mas neste momento é a música que me acalma (passa desde Muse, a paramore, até música clássica). É eclético e não me sai da cabeça....

 

Não tenho pensamentos suicidas. Isso é o que tento explicar aos poucos a quem conto os meus pensamentos. Não quero morrer... disso tenho a certeza...

Nem me quero magoar.... e principalmente não quero magoar os que me amam e me são mais próximos. Além de que pode correr mal... como diz a minha pequena comadre: podes apanhar uma infecção.

É uma sensação estranha, irracional, mas que não me abandona.

Ele... o homem que mais amei e que me recusou depois de "brincar" com os meus sentimentos e que mesmo depois da promessa de voltarmos a ser amigos como dantes (uma amizade que se construiu na infância) me abandonou... não deu sinais de vida... não quis saber como estou...

O outro.... a quem amo como um irmão... que é um irmão para mim, a minha almofada, a minha consciência, o meu amparo. E que me deixou sem uma explicação... mesmo quando dei o braço a torcer e procurei por ele... nada.

 

São eles que me fazem ter um nó no estômago e um buraco no coração. Por amores diferentes. Que me fazem enrolar numa bola em cima da cama e querer magoá-los.... sim... magoá-los. Porque me abandonaram quando mais precisava do seu apoio. Porque me sinto sozinha. Porque me sinto inútil. Porque tenho saudades....

 

Queria magoá-los a eles. Magoando-me a mim. Queria que vissem as minhas cicatrizes e se sentissem responsáveis, com remorsos. Não precisam de voltar. Apenas quero olhar para os seus olhos e ver o remorso estampado neles.... porque vou dar a volta por cima....

 

Os pulsos estão a salvo. Garanto-vos. O meu lado racional, como sempre, continua a ganhar. Continuo a pensar nos que me estão próximos e que também iriam sofrer. Continuo a pensar no sofrimento que causaria a mim mesma....

Mas quando olho para os meus pulsos... quando olho para as veias salientes... penso: e se....

 

Vai passar... tenho a certeza. Apenas preciso de sair daqui. Em breve tenho férias e pretendo refugiar-me noutro sitio. Um sitio onde tenho alguém que me compreende. Que me julga... mas que eu compreendo.

 

Prometo ir picando o ponto para que não estejam preocupados.

 

Beijokas molhadas da chuva!!!

sinto-me:
música: Supermassive Black Hole - Muse
publicado por lytha às 13:57
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Sexta-feira, 12 de Junho de 2009

Um dia.... voltarei a voar

Tenho andado em falta... não vos cheguei a explicar o que realmente aconteceu.

 

As minhas dores de cabeça chegaram a um ponto extremo em que tive de ir para o hospital. Medicavam-me fortemente mas mesmo assim não passavam. Mandaram-me finalmente a um médico que chegou  à conclusão que era um principio de um esgotamento e depressão. Recomendou-me descansar e ir à minha médica para fazer uma medicação a médio prazo.

Assim fiquei de baixa em casa por uns dias. Os primeiros dias dormi imenso. Estava sempre a dormir. Após uns quatro dias a dor começou a passar e eu pude finalmente pensar direito.

 

A minha médica passou-me um tranquilizante e um anti-depressivo. Mandou-me ainda descansar mas não ficar em casa demasiado.... para não pensar demasiado....

Habituei-me muito bem ao anti-depressivo...logo ao primeiro... apenas alguns enjoos que passaram assim que aumentei a dose e o tempo foi passando.

 

As primeiras semanas foram terriveis. Cansava-me imenso. Não conseguia estar ao computador, ler ou ver televisão. Conduzir era extenuante. Mas aos poucos fui habituando à rotina. Aligeirei o trabalho e resumi a minha vida ao essencial.

 

Houve alturas más em que me senti uma perfeita inútil. Principalmente quando via pessoas com cancro, tal como a minha mãe, a sorrirem e eu sem forças para nada. Só me apetecia chorar.

 

Voltei à rotina. Recomecei a ler. Aos poucos recomecei a entrar na minha vida isolada, no meu pensamento e voltar a sonhar. Já não fico tão cansada embora ainda continue a precisar muito de dormir.

 

Mas não estou bem... reconheço.... ontem estive muito mal e, felizmente, tive força racional suficiente para não me aproximar de objectos cortantes. Digamos que por enquanto os meus pulsos estão a salvo.... por enquanto....

O que o despoletou foi a confirmação da solidão, de estar sozinha. De ter sido abandonada por duas pessoas que amava e que neste momento nem querem saber de mim.... queria (quero... não sei) magoar-me para os magoar a eles. Queria que vissem as minhas cicatrizes e sentissem remorsos por me terem abandonado.... Não são pensamentos suicidas. São pensamentos ignóbeis e inexplicáveis.... mas não quero morrer.... Disso tenho a certeza.

 

Apenas os quero de volta.....

 

Um dia.... Um dia esticarei novamente as asas para voar.... um dia....

publicado por lytha às 16:05
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